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TRAUMA DENTAL

 

TRATAMENTO DE TRAUMAS DENTÁRIOS AINDA DEIXA DÚVIDAS

Mesmo com toda a tecnologia que vem sendo rapidamente implantada nas especialidades odontológicas nos últimos anos, a traumatologia dentária ainda deixa dúvidas quanto ao tratamento mais indicado nas diversas formas de trauma e seqüelas que apresentam.

O correto atendimento de emergência, no tempo certo, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso no tratamento de um dente traumatizado. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Traumatologia Dentária, Antonio Renato Lenzi, umas simples fratura de coroa pode estar associada a uma subluxação, que pode acarretar necrose pulpar. “A intervenção apropriada em tempo hábil evitará danos maiores”, ressalta.

Estudos epidemiológicos apontam que 50% das crianças apresentam algum tipo de traumatismo dentário, e isso se torna ainda mais freqüente em crianças entre 8 e 12 anos. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Traumatologia Dentária, a fratura da coroa é o tipo mais comum de trauma, causada principalmente por acidentes, prática de esporte ou violência. Na maioria dos casos, o tratamento adequado pode reduzir a dor e o impacto estético.

A Odontopediatria estética vem trazendo soluções que beiram a perfeição, desde o tratamento das fraturas corono-radiculares. Porém, o tratamento de um trauma deve ser multidisciplinar. “Não há como negar que o perfeito entrosamento de todas as especialidades é fundamental para o sucesso do tratamento do traumatismo dental”, revela Lenzi.

A endodontia, por exemplo, é um dos procedimentos que não podem ser deixados de lado no tratamento do traumatismo dentário. A cirurgia e traumatologia buço-maxilo-facial também é importante desde o tratamento inicial até as soluções definitivas.

Nos casos de avulsão, o sucesso do tratamento pode depender do reimplante imediato do dente no alvéolo ou de sua imersão em meio de transporte adequado – leite ou soro fisiológico – para reimplante posterior, seguido de correto atendimento especializado que invariavelmente envolve o endodontista.

Assim como em todos os casos de traumatismo, as fraturas de esmalte e dentina também devem ser reavaliadas periodicamente.

Nas luxações – concussão, subluxação, lateral, extrusiva e intrusiva – o profissional deve ter em mente que não só as lesões ocorridas por ocasião do trauma devem preocupar, mas, também, as seqüelas que longo prazo precisam ser monitoradas. O surgimento de seqüelas oriundas do tecido pulpar – necrose – bem como as originárias do ligamento periodontal – reabsorções – podem acarretar em danos que levam a perda do elemento dentário traumatizado.

A conduta terapêutica a ser empregada em caso dependerá de detalhes que fazem grande diferença como, por exemplo, a maturidade radicular do elemento traumatizado.

Apesar de ser bastante freqüente, o traumatismo é de difícil prevenção. O protetor bucal, em recurso bastante usados pelos esportistas para evitar traumas, é praticamente impossível de permanecer na boca de uma criança com idade de 8 e 12 anos – faixa etária em que mais ocorrem casos de traumatismo dentário. Para se ter uma idéia da dificuldade enfrentada pelos profissionais que lidam com traumas dentários, em 2001, a International Association of Dental Traumatology publicou que “a IADT não pode garantir nenhum resultado positivo com aplicação de normas de tratamento, apesar da crença de que, se realizado, poderão maximizar as chances de sucesso.”

Com o objetivo de incentivar pesquisas que desenvolvam as técnicas de tratamento, a Sociedade Brasileira de Traumatologia Dentária, a International Association of Dental Traumatology e o VIOXX promoveram, em 2003, o I Concurso Brasileiro SBTD / VIOXX de Incentivo à Pesquisa em Traumatologia Dentária.

“Em diversas oportunidades temos chamado a atenção para a importância de estimular a produção de trabalhos científicos na busca de conhecimento específico, para assim proporcionar aos pacientes portadores de traumatismo dentário um melhor prognóstico nesses dentes”, destaca Antonio Renato Lenzi.

Fonte:Revista APCD – Jul./Ago/2004 – Flávia Travaglini

 

 

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